Principais pontos

  • O Meridian, MMM de código aberto do Google, passa a funcionar dentro do Google Analytics 360, combinando dados próprios, sinais de mídia e métricas entre canais.
  • O GeoX é uma ferramenta de experimentos geográficos: mede o lift ao reter regiões de controle, e os resultados alimentam o modelo.
  • As Qualified Future Conversions, métrica preditiva baseada em Gemini, ligam a atividade atual dos anúncios a sinais futuros de venda, como buscas pela marca.
  • Em fevereiro de 2026 o Meridian já havia ganhado o Scenario Planner, uma interface sem código para simular orçamentos.

O que aconteceu

O Google usou o palco do Google Marketing Live 2026 para anunciar que o Meridian, seu Marketing Mix Modeling de código aberto, agora é parte do Google Analytics 360. Na prática, quem já tem o Analytics 360 ganha uma camada de modelagem que estima o impacto incremental dos canais e projeta resultados sem precisar montar a infraestrutura por conta própria.

Junto vieram duas peças que conversam diretamente com o modelo. O GeoX é uma ferramenta de experimentos geográficos: parte das regiões fica sem a campanha, o lift é medido na comparação e esse resultado calibra o MMM. As Qualified Future Conversions são uma métrica preditiva que usa o Gemini para conectar o que o anúncio gera hoje a sinais de compra futura, como o aumento de buscas pela marca.

Antes disso, em fevereiro, o Meridian já tinha recebido o Scenario Planner, uma interface sem código para simular redistribuições de orçamento. O conjunto mostra para onde o Google quer levar a mensuração: menos atribuição por clique, mais modelo, experimento e previsão.

Uma crítica recorrente, registrada pela imprensa especializada, é que o Meridian roda sobre dados do Google e é mantido pelo Google. Medir campanhas do Google com uma ferramenta do Google pede cuidado na calibração e na leitura dos resultados.